quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

JEJUM

Nestas considerações que faremos sobre o tema JEJUM, observaremos quão necessário ele o é para a vida do cristão.
Salientamos, porém que não se trata de uma tese definitiva sobre o assunto, mas o propósito é de buscarmos nas Sagradas Escrituras a orientação para esta prática, bem como sua eficácia. Que o Espírito Santo trabalhe na vida de cada leitor nesse conciso texto e o esclareça.
O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por certo período determinado, porém no âmbito espiritual, vai muito mais além, desde que seja exercido corretamente.
O jejum é um dos mais eficazes recursos espirituais. Relatos bíblicos nos mostram grandes vitórias que vieram após períodos de jejum aliado a oração.
Em Zc 7.5 a Palavra declara a quem devemos jejuar - a Deus e este é um princípio que não devemos nos esquecer jamais. O jejum é uma forma de demonstrar a Deus a nossa grande necessidade da Sua ajuda. Foi esse, um dos primeiros passos somado a busca ao Senhor que Jeosafá executou para que obtivesse vitória contra os moabitas, amonitas e meunitas, povos estes que se aliaram , formando uma grande multidão contra Judá(II Cr 20). Obviamente a Bíblia nos mostra outros motivos pelo qual devemos jejuar, que vai além da solução de causas que nos pareçam impossíveis. Em Mispa o povo de Israel jejuou por arrependimento clamando o perdão de Deus (I Sm 7.6), da mesma forma fizeram também os ninivitas conforme capítulo 3 do profeta Jonas, jejum este que abrangeu toda a população inclusive o rei,  os nobres e até os animais. Já em I Sm 31.13 o jejum era um lamento de sete dias decorrente da morte de Saul. Em Mc 9.29 Jesus ensinou aos discípulos que castas demoníacas só sairiam com jejum e oração.
Há dúvida no meio cristão quanto a duração do jejum e a bíblia não traz uma determinação de tempo para o jejum, devendo ser administrado conforme a necessidade espiritual e o objetivo pelo qual  o jejum está sendo feito. A Bíblia nos mostra diferentes períodos de tempo em que o jejum foi realizado, abaixo veremos alguns.
Em Dn 6, o profeta é lançado na cova dos leões e o Rei Dario jejuou a noite inteira ( do escurecer até o dia clarear) e sono fugiu dele, a primeira luz da aurora ele foi com pressa a cova ver se Deus livrara Daniel. Em I Sm 7.6 menciona o jejum de um dia (do nascer do sol até o por do sol). Em Dn 10 vemos Daniel por três semanas completas em um jejum parcial. Em I Cr 10.12 fala-se em sete dias de jejum. Jesus jejuou por quarenta dias e não comeu coisa alguma e teve fome conforme Lc 4 - Não há nenhuma menção que Ele teve sede, sendo mais provável ter sido efetuado um jejum parcial, haja vista a bíblia nos mostrar que Jesus era 100% Deus e 100% homem e como tal sentiria sede. Em At 9.9 vemos Saulo acometido de cegueira em um jejum total sem água e sem alimento algum por três dias, segundo a medicina este é o período máximo que devemos nos abster de água, sem que haja dano ao nosso corpo. Em At 27.33 há a referência sobre quatorze dias de jejum.
Voltando a indagação contida em Zc 7.5  - Para quem está sendo destinado o jejum que tu fazes? É realmente a Deus? Na Parábola do “fariseu e o publicano”, o fariseu tinha transformado o jejum num ritual, confiando nos seus próprios atos (jejuo duas vezes por semana e dizimo), enquanto o publicano clamava por misericórdia. Jejum sem humilhar-se não tem valia, aquele que se humilha Deus o exalta. Muitos recebem a “recompensa” humana por jejuar e mostrar aos homens que jejuaram, mas quando jejuardes saiba que o Pai o vê em secreto tem recompensa para você, isso é uma promessa viva de bênção àquele que jejua (Mt 6.16-18). Outra passagem que nos chama atenção é o relato de uma viúva de 84 anos, seu nome Ana, uma profetisa que adorava o Senhor em jejuns e oração, noite e dia no templo (Lc 2.37- Almeida Revista e Atualizada). Pode-se então adorar a Deus com cânticos, palavras,  oração, mas jejuando também. Muitos irmãos procuram fazer um momento de adoração com cânticos, mas poucos adoram a Deus com jejuns. Em João 4 nos mostra que o Senhor procura adoradores e não adoração. Esta passagem traz outros aprendizados consideráveis, como o local para jejuar. O templo será sempre o melhor local, devido ao ambiente  e a ligação contínua com o Senhor sem embaraço algum, porém podemos realiza-lo em nosso lar ou no trabalho também. Segundo ponto trata-se de uma vida de jejum constante, diferente do farisaísmo ritualista, haja vista Ana ser uma adoradora.
O jejum não garante que a resposta daquilo que objetivamos. Em II Sm 12 - Davi jejuou e orou para que Deus preservasse a vida de seu filho fruto do relacionamento adúltero com Betseba. Deus não respondeu à oração nem honrou o jejum de Davi naquele caso específico. Isso nos lembra que jejuar, não é uma garantia de que obteremos o que desejamos de Deus. A oração fervorosa junto com o jejum muitas vezes resulta na resposta que se busca de Deus, mas não é garantia absoluta. Deus é sempre soberano para responder à oração e devemos sempre nos submeter à Sua vontade. Algumas recomendações podem servir de auxílio na condução do jejum: Procurar dedicar o máximo do tempo com o Senhor evitando distrair-se, portanto louve-O, adore-O, ore a Deus e não jejue ouvindo noticiários na rádio, assistindo TV, salvo se for uma pregação ou programa evangélico muito importante. Coloque diante de Deus o propósito pelo qual está jejuando e qual o prazo determinado para a finalização do mesmo. Vale lembrar que poderá haver propósitos individuais ou coletivos (quando é proposto pelo Pastor ou Líder). Em qualquer um dos casos, seja um agente para que o mundo espiritual seja impactado.
Estudo feito pelo Ev. Lindolfo Lopes

Um comentário:

  1. Excelente abordagem, tirou algumas dúvidas minhas. Isso é bíblia mesmo

    ResponderExcluir