1ºCor.1:18 - Porque a "mensagem da
CRUZ" é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos
SALVOS, é o PODER de Deus.
Médicos peritos, historiadores e arqueólogos têm examinado, em detalhes, a execução que Jesus Cris to voluntariamente suportou. TODOS concordam que Ele sofreu uma das formas mais cruéis e dolorosas de pena de morte jamais imaginadas pelo homem.Pra alguns apenas um episódio histórico, pra outros isso nem existiu, mas pra aqueles que denominam-se cristãos é o sacrifício que traz a Paz.
Essa
é a loucura que o mundo não entende. É o sacrifício de um Deus em forma humana
que se entregou a morte por amor a nós, essa é a loucura que devemos pregar. Essa
mensagem infelizmente tem perdido o lugar central nos púlpitos das igrejas evangélicas.
Dados históricos
Isto me levou primeiro a
um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por
fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no
passado, e especialmente o, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma
pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no
assunto.
Por exemplo, a porção
vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”)
fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na
cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz
“Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo
do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi
crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da
Renascença nos deram o retrato de Cris to
levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado
permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a
levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de
execução.
Muitos dos pintores e a
maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas
palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os
cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não
pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o
corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma
interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”.
Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena
placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado
à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia
sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um
pouco da forma característica da cruz latina.
O suor como gotas de
sangue
O sofrimento físico de
Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: "E, estando em agonia, orava
mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue
caindo sobre a terra." (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por
escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão
que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a
literatura médica. Ap esar de muito
raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress
emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper,
misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e
choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
A condenação
De manhã cedo, Jesus,
surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao
Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia,
Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a
responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Ap arentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos
de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão
que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à
crucificação.
Há muita diferença de
opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um
prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não
associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que
Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de
crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador
não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que
supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.
Os preparativos para as
chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e
suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos
teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei
antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.
O açoite
O soldado romano dá um
passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias
tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo e ossos de carneiro
quebrado amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda
força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas
tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam,
elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele,
causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da
musculatura.
As pequenas bolas de
chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com
as subseqüentes chicotadas, as pontas do ossos de carneiro rasgam a carne.
Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma
irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo
centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o
espancamento é encerrado.
Então, Jesus, quase desmaiando
é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu
próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se
dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em
suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a
cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma
de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa
hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).
A cruz
Em respeito ao costume
dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da
cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cris to
condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado
por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Ap esar do esforço de andar ereto, o peso da madeira
somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele
tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos
de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao
seu limite.
O centurião, ansioso para
realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um
Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de
choque. A jornada de mais de 800
metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então
completada. O prisioneiro é despido - exceto por um pedaço de pano que era
permitido aos judeus.
A crucificação
A crucificação começa:
Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber.
Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de
costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão
entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que
traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o
outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros
demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então
levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição
onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus".
O pé esquerdo agora é
empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos
dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos
dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para
baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre
pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos
pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima
para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo
que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos
entre os ossos dos pés.
Neste ponto, outro
fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras
percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a
dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos
peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar
pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se
levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é
acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele
é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi
durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:
Jesus olhando para os
soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não
sabem o que fazem. " (Lucas
23:34)
Ao ladrão arrependido,
Jesus disse: "Em verdade
te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43)
Olhando para baixo para
Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher,
eis aí teu filho.”E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)
O próximo clamor veio do
início do Salmo 22, “Deus meu,
Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele passa horas de dor
sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e
parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas
dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor
agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche
de um líquido que comprime o coração.
Lembramos o Salmo 22
versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram;
meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”
Agora está quase acabado
- a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico - o coração
comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos - os
pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados
pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.
Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)
Lembramos outro versículo
do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua
se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”
Uma esponja molhada em
“posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos
seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega
ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo.
Este acontecimento traz as suas próximas palavras - provavelmente, um pouco
mais que um torturado suspiro “Está
consumado!”. (João 19:30)
Sua missão de sacrifício
está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.
Com um último esforço,
ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as
suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor:“Pai, nas tuas mãos
entrego o meu espírito!” (Lucas
23:46).
O resto você sabe. Para
não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e
removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por
crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se
levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e
logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os
soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.
Conclusão
Assim nós tivemos nosso
olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o
homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais
que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser
gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de
Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã
triunfante da Páscoa.
Quer ser considerado louco pelo mundo?
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